certíssimo.

… certo estava o Aldous Huxley com admiravel mundo novo. vale reler. o cara acertou em cheio. todos felizes consumindo sem pensar.

@renedepaula, about 5 hours ago, from sobees, in reply to @fseixas.

Boa observação. Há séculos tou querendo reler Huxley. Chegou a hora. Vou comprar agora.

E isso tbem se encaixa como uma luva naquilo que postei aqui dias atrás, sobre a Revolução dos Idiotas, do Nelson Rodrigues.


ahn?


the sounds of the rings.

Esse é som dos anéis de Saturno, captado pela NASA.

Foda, né?


conclusão.

Quando as pessoas sabem pra onde ir, elas caminham; quando não sabem, correm.

Simples assim.


o comercial de sabonete do bergman.

Na ondinha dos diretores de cinema na propaganda, vê esse do Ingmar Bergman pro Sabonete BRIS.


cerveja por james cameron.

Nem só de Titanics e Avatares vive o homem.

Os efeitos TRANSFORMATIVOS do vídeo vão ao encontro dos mesmos de “Exterminador do Futuro 2″, também de 1992.


recomeço.

Depois de três meses consecutivos de férias, volto ao trabalho amanhã, dia 08/02.

Nos últimos cinco anos trabalhei como “eugência” numa editora. Deixei o trabalho lá em novembro último. Precisava descansar. Acho que três meses foram o suficiente.

Acho.

Agora, depois de quatro anos de LABUTA CEREBRAL na academia e das férias merecidas, hora aplicar os conhecimentos adquiridos, com uma VIBE digna de quem ficou 3 meses coçando. Amanhã, começo numa AGÊNCIA publicitária.

alea jacta est.

Me desejem sorte.


medo e delírio.

in Las Vegas.

HST.


food fight.

via @workforfood


memórias #3 | mudanças, mulheres, bebidas e a incrível coleção de fitas cassete do meu irmão | 1991

Este post faz parte de uma série chamada memórias. Pra entender, clique aqui. Para ler todos, aqui.

direto do túnel do tempo

Esta foto tem um detalhe que acho que ninguém, além de mim, percebe. A camiseta tem uma estampa escrita SKATE. Resultado das influências skatísticas que tive anos anteriores, com as revistas e decalques de caveiras. Tudo bem que a estampa dessa camiseta era coisa de criança, com um boneco de palito se equilibrando em outros palitos, no que supostamente seria um skate.

Eu ADORAVA essa camisa.

Como no ano anterior, as influências musicais não foram consideráveis. Mas tive uns primeiros contatos que fizeram MUY bem pra mim. Apresentações similares aos Beatles e Rolling Stones, mas agora além dos nomes, eu também pude ouvir.

Não morávamos mais de favor. MUDANÇA foi a palavra de ordem nesse ano. Mudamos pra casa própria, no bairro Planalto. Eu fui pra quarta série. Tinha de pegar ônibus todas as manhãs para a longa jornada ao centro da cidade. Adorava esse ônibus. Antigões e com cinzeiros de metal em forma de círculo nos braços da poltrona. Tinha um pequeno pino pra você abrir, e geralmente eles estava cheios de tocos e cinzas.

Ainda no ônibus, tinham umas três minas, que pra idade que tínhamos eram bem gostosas. Galera ficava passando a mão nelas a viagem toda. Sempre na volta. Eu lembro do sol das onze batendo na bunda de uma delas. IMAGEM CLARA.

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memórias #2 | o papa é pop, conversas com deus e renúncias amorosas | 1990

Este post faz parte de uma série chamada memórias. Pra entender, clique aqui. Para ler todos, aqui.

Esse texto era pra tratar de 1992. Prometi isso no último. 90/91 não tiveram um apelo musical considerável pra mim. Eu ainda habitava territórios perigosos. Ou melhor, os territórios perigosos ainda me sugavam, como um buraco negro que engole tudo ao seu redor. Mas, eu escapei.

Rá!

Enfim, achei estranho pular dois anos numa série como essa. Resolvi preencher essa lacuna na linha do tempo. Escarafunchar algumas coisas relacionadas ao período que ainda estão arquivadas aqui.

Eram meus nove anos. Eu ainda morava na mesma casinha, no centro, de favor. A mudança mais drástica que ocorreu nesse período foi a transição da SEGUNDA para a TERCEIRA série. Isso, pra mim, era algo extraordinário. As reminiscências musicais desta época devem ser as mesmas de anos anteriores. Eu ainda me espelhava em meu irmão, com os lances de rebeldia e pau no cu do mundo. Lances ainda muito RESTRITOS pra mim. Afinal, eu era um garoto de nove anos.

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advertência.

O dia começou calmo e tranqüilo. O frio cortante, detalhe. O inverno já dava sinais de que viria para valer. João Augusto, a caminho da escola, se encolhia em seu moletom azul. Dentro da sala estava mais agradável que na rua ou pátio. João chegou, sentou-se. Já escolhera o alvo de hoje.

O garoto sempre tivera problemas na escola devido ao seu temperamento. Suspensões e castigos eram freqüentes. E naquela manhã calma e tranqüila não seria diferente.

Após uns 40 minutos de aula João se levantou, caminhou em direção à professora, que o olhava tentando imaginar o que o garoto aprontaria dessa vez. Não disse nada. O garoto parou ao seu lado e antes que ela dissesse qualquer coisa, pronunciou algo incompreensível à classe. Sacou uma arma. Apesar de determinado, o medo invadia-lhe a alma e o fazia tremer feito um louco. Atirou. Os alunos da primeira fila começaram a gritar.

O horror! O horror! Aquela manhã deixara de ser tão calma como havia sido momentos antes.

Tragédia decretada, polícia no local, jornais. Todos sedentos por explicações sobre o que acontecera. Enquanto isso, na secretaria, uma das funcionárias preparava mais um bilhete aos pais advertindo-os, de que da próxima vez, seu filho seria expulso do colégio.

Altamente influenciado por JEREMY, do Pearl Jam.


burning man.

Numa egotrip típica de madrugadas ociosas, encontrei o site de um fotógrafo americano chamado Gabriel Jeffrey. Além de trabalhos pra algumas mags gringas, ele tem uma série de imagens do “Burning Man”, que é um evento completamente maluco que rola lá no deserto de Nevada. Eu não vou tentar explicar o que é o evento por que até no verbete da Wikipedia tá assim:

“Tentar explicar o Burning Man pra alguém que nunca foi é um pouco como tentar explicar uma cor para alguém que é cego.”

Enfim, sabendo ou não do que se trata, vai lá no site do Gabriel e confira as imagens. Só clicar aqui. Dica importante: navegue em fullscreen.


desobediente.

“o que eu descobri sangue, escorria pelas minhas mãos. eu não sabia o que estava acontecendo, mas o gosto era bom.”


arpejo.

substantivo masculino
Rubrica: música.
acorde em que as notas são tocadas em modulação continuada ou sequente.

v. Weird fishes / Arpeggi


quote #4

“Alguém escreveu: ‘O inferno é a impossibilidade de sensatez’.”


Chris Taylor, “Platoon”, 1986, escrito e dirigido por Oliver Stone.


quote #3

“Este é o labirinto de Creta. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações, como María Kodama e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo, esse outro labirinto.”

J.L. Borges – O Labirinto (Atlas, 1984)

Era pra ser apenas a citação do Borges, mas eu não resisti e tive de linkar tbem uma série de 27 tiras que o Laerte publicou em 2008, batizada de “Manual do Minotauro”. Pois é, clica aqui e confere.


dorgas pesadas.

manow.


paisagens mineiras.

Me cadastrei agora no Paisagens Mineiras. Concurso promovido pelos Diários Associados aqui de Minas. Confiras as últimas lá que postei. Todas sobre Nova Serrana. Jà deixei separadas as dos próximos meses. Agora é torcer!

Confere lá e se der, participe tbem!

Bacana esse concurso. Você se cadastra e participa de seletivas mensais. O vencedor de cada mês, indica uma instituição para receber um micro-computador zero bala. Eu indiquei a escola municipal aqui do meu bairro. O grande vencedor, ao final, leva uma câmera fotográfica digital.

Abaixo, as fotos que postei:

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galeria pop.

Galeria com aproximadamente 120 fotos clássicas de ícones da cultura pop do século XX. Músicos, atores, diretores e artistas plásticos… Deixo como abertura estas duas. Uma completa a outra, ok? Depois do jump você confere todas as outras =)

Kurt Cobain: “acredite em Jesus e serás salvo!” Pra falar a verdade o que me chamou a atenção nem foi a placa, mas a camiseta do MUDHONEY :). Maio tá chegando e a Virada Cultural também. \o/

Francis Ford Coppola: precursor da modinha de diretor meter arma na cabeça, né?

Clica nesse link aqui embaixo pra ver todas as fotos.

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saul bass.

Designer gráfico e cineasta. Morreu em 1996. Foi responsável por aberturas memoráveis de clássicos do cinema, como: “Vertigo”, “Psico” e “Intriga Internacional” de Hitckcock, “O Homem do Braço de Ouro” e “Anatomia de um Crime” de Otto Preminger, entre outros.

A animação de abertura d’”O Homem do Braço de Ouro” foi feita com papel recortado. Tá bom ou quer mais?

Saul também trabalhou para diversas empresas gringas, como United Airlines, Quaker Oats, At&T e Warner Communications. Também desenhou o cartaz dos jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

Saca só esse trecho:

“My initial thoughts about what a title can do was to set mood and the prime underlying core of the film’s story, to express the story in some metaphorical way. I saw the title as a way of conditioning the audience, so that when the film actually began, viewers would already have an emotional resonance with it.”

“O meu pensamento inicial sobre o que uma abertura pode fazer, foi definindo a essência primordial subjacente a história do filme, para expressá-la de forma metafórica. Eu via a abertura como uma forma de condicionamento do público, de modo que quando o filme realmente começava, os telespectadores já teriam uma ressonância emocional com ele.”

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sem cortes.

Plano sequência de cinco minutos de “El Secreto de sus Ojos”, filme argentino/espanhol, dirigido por Juan José Campanella. A ação começa com uma tomada aérea e termina numa perseguição desenfreada nas tribunas e dentro de campo.

Mescla de tomadas reais com animação. Cinemão.

Concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano.


paixões invisíveis.

Pra ler ouvindo: “Don’t Leave the Light On Baby – Belle & Sebastian.”

.

A Paula era linda. Linda, linda, linda. Eu nem acreditava que finalmente tinha conseguido entrar no quarto dela. E ainda, com ELA nele. Eram umas 8 e meia, quase 9. Os pais tavam assistindo novela e ela tava lá, deitada, ouvindo música. Era tudo meio inacreditável, parecia sonho, sei lá, não dá pra descrever o que eu tava sentindo.

Fui apaixonado por ela durante todo o segundo grau. Nunca tive coragem de me declarar. Aliás, eu nunca tive coragem de falar com ninguém. Ainda mais me declarar assim. Melhor, acho que ninguém nunca teve coragem de falar comigo. Acho que nem eu teria, sei lá. Ela não era do tipo popular. Era do tipo intelectual, e linda, linda, linda. Só isso já criava uma espécie de campo de força ao redor dela. Escrevia uns textos e uns versos muito legais pro jornal da escola. Eu sempre lia e guardava todos. Ela falava de amor, citava uns autores bacanas – uns até que eu já conhecia. Enfim, eu adorava. Me indentificava, sabe?

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tarantino pra colar na parede.

Que show desses cartazes, hein? Adorei.

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legenda #3 | vinte e sete.

JR

traga a draga que estraga a praga que draga.

Em um ponto qualquer na linha do tempo, entre 14h e 18h30.

14h
Depois de cinco dias remando, encontraram um local bacana pra descansar. O rio, bem largo em quase toda a sua extensão, se tornou mais estreito e cheio de pedras. Carregaram a canoa pela margem uns 200 metros, pra evitar a descida por entre as pedras, o que poderia virar ou quebrar a canoa. Estavam cansados demais pra encararem uma situação dessas. Avistaram por entre os galhos, um espécie de prainha. Areia branca e um lago imenso. Chegaram. Encostaram a canoa debaixo de algumas árvores e se deitaram pra descansar. Eram três no total. Dois dormiram. Um ficou acordado, vigiando.

14h30
Era o primeiro dia de Jorge na mata. Seu pai já tinha preparado todo o material pra caça. O sol rachava mamonas e Jorge corria feito louco pelo pasto da fazenda. Mirava pra todos os lados a espingarda que ganhou de presente. “Jorge! Tá na hora! Pega suas coisas, se ajeita aí que vamo embora caçar!”. Em alguns minutos o garoto já tinha voltado e se preparado. Ficou esperando o pai, que logo saiu. Pegaram os cavalos e partiram.

14h45
Silvia gritava sem parar. O marido, coitado, aguentava calado enquanto se perdia no meio de tanta tralha que tinham que levar pra prainha. “Paiê”, gritava todos os filhos ao mesmo tempo, enquanto ele ficava de rabo de olho na filha mais velha, se enroscando só de shortinho no namorado com cara de malandro. “Putaquepariu, vou ter que levar esse vagabundo com a gente e ainda deve comer minha filha no meio do mato”. “Anda logo, seu monte, ainda não pegou tudo” – Silvia continuava gritando. Enfim, terminou de colocar tudo no carro e seguiram pro rio. Era domingo.

15h02
Os cinco dias de esforço, remando pelo rio, deixaram os três completamente apagados na mata. Um deles ameaçou acordar, mas apenas se virou. O lugar era perfeito pro descanso. Qualquer lugar seria perfeito, depois de cinco dias como aqueles.

15h08
Primeira vez que foram no rio. Os três, escondidos dos pais, andaram quase uma hora de bicicleta pra nadar. Um deles morrendo de medo que os pais descobrissem. Eles iriam chegar em casa na volta quase na hora em que seus pais chegariam também. Só pensava nisso. Os outros, só pensavam em nadar. Preocupado, nem nadou. Preferiu ficar fumando debaixo da árvore e olhando os garotos nadarem. Morria de inveja dos saltos que eles davam de cima da árvore. Ele tinha medo da draga que ficava lá perto. Dizem que um garoto foi sugado por ela.

15h10
“Ei, o que é isso?”, “Não sei, mas se parece com algum tipo de macaco, sei lá!”, “Por Deus!, fede mais que lobo morto!!!”, “Num tão mortos não, cara! Tão vivos”, “O que a gente faz? Mata logo?”, “Não, não!”, “Oh, cuidado, um deles tá se mexendo”, “Acho melhor a gente esconder no topo das árvores e ficar olhando.”, “Vamos ver o que eles fazem.”, “Qualquer coisa, a gente mata!”, “Vamo logo que não aguento mais essa catinga!”, “Tá!”.

15h25
Duas picapes encostaram perto da prainha. O sol tava foda. Duas garotas de biquíni numa e mais três na hora. Saltaram antes mesmo das picapes pararem. No som dos carros: funk carioca no talo. Elas correram pro rio. Ficaram lá, as três pulando n’água, até que resolveram tirar as blusas e fazer topless. Galera que estava no bar pirou. Os que estava no volante desceram, cada um segurando uma mina pela cintura. Pegaram todas no caminho pro rio. Gostosíssimas. Subiram e foram pro bar comprar cerveja. Na volta, se sentaram debaixo de umas árvores.

16h13
“Ah, que é isso! Cês tão com frescura. Vambora logo pra lá. Hoje é terça-feira e numa hora dessas num tem ninguém lá”, “Cê num vale nada mesmo, hein.”, “Vamo lá, Flávia, te empresto um short e a gente vai nadar um pouco”, “Éh, eu ainda compro umas cervas pra levar, lá pelas 6 horas a gente volta. Horário de verão, vai tá cedo ainda.”, “Beleza, pega o short lá.”

18h20
Eles tinham passado o dia na beira do rio. Levaram carne e cervejas. Um deles levou um beckzinho. Cerva acabou, a carne tbem. Ainda curtiam a doideira do beck. Ficavam lá, só curtindo o barulho da água nas pedras. O lugar já tava quase vazio. Um deles, pra quebrar o silêncio: “cara, dizem que já morreu muita gente aqui”, “é, já ouvi falar umas paradas assim mesmo”, “dia desses eu tava conversando com um tiozinho que mora aqui perto. Ele disse que foram 27, até hoje.”, “Caralho, cara. Gente pra caralho.”, “vamo vazar daqui que essa parada me deu foi medo.”, “é, vamo”.