Uma luz que simplesmente não existe

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“Era fim de tarde, começo de noite. Logo depois do sol baixar no horizonte, as sombras desaparecem por alguns segundos e o mundo é envolvido numa luz que simplesmente não existe.”

Trecho do fotográfico romance Lisboa, de J.R. Duran, que ganhei de um amigo ontem. Pequenino. Cem páginas apenas. Pra ler de uma sentada só.

O livro é a história de um nômade contemporâneo, que entre viagens de avião e estadias curtas em hotéis pelo mundo, acaba se envolvendo numa trama de sexo, traição e morte. Clichezão total. Mas, o estilo valeu a leitura. Narração extremamente visual. Não poderia ser diferente, óbvio.

Se não me engano é o primeiro e único romance dele. Até fiquei surpreso quando recebi de presente.

Enfim, a frase que abre o post valeu o livro inteiro. Em outros momentos, as descrições são verdadeiras fotografias do Duran. Belíssimas. Mas, essa observação sobre a luz, putz.

Lê aí.

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