September, 2009


30
Sep 09

Exemplo de como falar muito e não dizer b***** nenhuma

Percebemos, cada vez mais, que a consulta aos diversos militantes oferece uma interessante oportunidade para verificação do investimento em reciclagem técnica. Por outro lado, o início da atividade geral de formação de atitudes deve passar por modificações independentemente do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com a contínua expansão de nossa atividade promove a alavancagem do remanejamento dos quadros funcionais. Neste sentido, a percepção das dificuldades exige a precisão e a definição das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. Desta maneira, a complexidade dos estudos efetuados facilita a criação dos procedimentos normalmente adotados.

Entendeu?

Gerador de Lero-lero. Excelente para trabalhos escolares, enrolation e para tomar o tempo dos leitores do seu blog, caso eles existam. ;) Ou como diz no próprio site: “Serve para engrossar uma tese de mestrado, impressionar a mula do seu chefe ou para preparar discursos capazes de curar a insônia da platéia.”

Ráh!


29
Sep 09

Reconhecimento

João era o melhor lenhador de Santana. O melhor. Não gostava que dissessem isso dele. “Eu simplesmente faço o meu trabalho” – dizia. Falava pouco. Chegava ao trabalho sempre antes do sol. Sentado ao pé de uma de suas futuras vítimas, observava o horizonte, como quem coordenasse a aurora todos os dias.

Durante um dia, entre um cigarro e outro, era capaz de derrubar 27 árvores. Seus colegas, no máximo 8. Ele era o melhor. Ele nem ligava com a injustiça de ganhar o mesmo que os outros, ou até menos. Tinha esposa e 3 filhas. Tinha ambições também, mas esquecia delas rapidamente quando lembrava das meninas em casa. O trabalho era suficiente para o sustento. O tempo, passava.

Seu chefe também fora lenhador um dia. Agora, não mais. Admirava o trabalho de João. Observava todos os dias aquele homem. O admirava, mas tinha um certo desprezo em seu olhar sempre que eles conversavam, o que ocorreu umas duas ou três vezes nos 10 anos e 10 meses em que João trabalhara naquela fazenda.

Um dia o Chefe pensou em agradar o funcionário de alguma forma. Grande parte de sua produção vinha do suor de João.

Na véspera de aniversário de 11 anos de trabalho do seu melhor lenhador, o chefe o chamou ao pequeno escritório a uns 200 metros de onde ficavam os trabalhadores. João estranhou o chamado. Nunca precisara ir ao escritório do chefe todos estes anos. “Será que fiz algo errado? Mas o que diabos poderia ser?” – pensava o preocupado João com as filhas na cabeça.

Ao entrar no escritório – um cômodo, mesa, duas cadeiras, um bebedouro pequeno e um armário – , encontrou seu chefe sentado em sua cadeira de chefe, e em cima da mesa uma caixa. Perguntou o que era. O chefe discursou sobre o quanto seu trabalho era excelente, sua capacidade de produção, seu empenho e dedicação nestes, agora, 11 anos de trabalho.

João sorriu.

O chefe, continuou o seu discurso, sob o olhar atento e agora mais calmo de João para o pacote em cima da mesa. O chefe até perguntou para João se ele sabia qual eram as Bodas de 11 anos. João ficou sem graça e disse que não entendia dessas coisas. O chefe contou a ele que eram Bodas de Aço, e que isso merecia um presente especial. Se levantou e entregou o pacote a João.

João sorriu novamente. Sentou-se e abriu a caixa. O presente: um machado novo.


26
Sep 09

Algo não anda bem

Questionamentos interessantes estes do Carlos Maltz. Nunca tinha lido o cara, ou o blog, mas tenho lido alguns dos autores citados (Baumann, Lipovetsky) , e o Huxley fez parte da minha formação.

O mesmo sistema capaz de suprir ou satisfazer nossos desejos, é o mesmo responsável pelas nossas maiores frustrações. A imensa quantidade de opções e a percepção de que a busca é infinita, gera um vazio e uma sensação de correr, não se sabe pra onde.

Pra onde diabos estamos indo? Ou, o que estamos nos tornando?

Leia. Pare. Pense.

E aí?


25
Sep 09

green


24
Sep 09

gray


24
Sep 09

blue


23
Sep 09

someone has to be


13
Sep 09

Guerrilla Radio

Rage Against The Machine.

Guerrilla Radio


It has to start somewhere
It has to start sometime
What better place than here
What better time than now


6
Sep 09

Those Little Things

Poucas coisas neste mundo conseguem abalar meu ceticismo.

Carla Bruni cantando “Those Little Things (Ces Petits Riens)”, de Gainsbourg, por exemplo, me fez refletir sobre a existência de Deus. Talvez ele, ou ela, exista. Talvez. Talvez seja ele, ou ela, o responsável por algo tão belo, ou ainda, talvez, esta apresentação abaixo seja a prova definitiva de sua existência. Talvez.

Talvez.

No, nothing, but the best, was not enought for you

Foi o suficiente, Carla.


6
Sep 09

In an Absolut World

Estou, neste momento, no meio de uma pesquisa para o nosso TCC. A sigla é de “Trabalho de Conclusão de Curso”, e o “nosso” diz respeito a mim, André Carvalho e Matheus Salviano. Tamos no último período do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Pitágoras de Divinópolis.

Situados os atores e o contexto, vamos ao trabalho: Expressividade sensorial da marca. Além das estratégias de MKT, Comunicação, Experiência (esta, como elemento essencial na conquista de consumidores) e comportamento de consumo contemporâneo, vamos analisar como as marcas se tornaram (se tornam) referências de desejos nestes novos ambientes. E, também, como elas usam todos estes elementos sensoriais em suas ações de comunicação.

Um dos estudos de caso será o da Absolut Vodka.

Ainda tou no meio da pesquisa, mas já tive uma prévia bacana do que vou encontrar. Estes dois vídeos são de arrepiar. O primeiro, muito mais que o segundo, mas os dois igualmente originais e de acordo com os nossos estudos.

A busca por bem-estar e novos modos de vida. Uma nova visão do mundo.

Um mundo Absoluto.

Artistas, diversos lugares do mundo e uma FILOSOFIA. Do caralho.

In an Absolut World, doing thing differently

E abaixo, um desejo comum à todos aqueles que vivem a correria e falta de tempo atuais. Eu já pensei nisso. E aposto que vc tbem. Num mundo Absoluto, perfeito.

In an Absolut World, Paper Would Not be the Only Thing We Could Copy in a Copy Machine.

Apesar do individualismo crescente, como característica principal desta nova massa de consumidores, a busca por comunhão das experiências individuais também é outro aspecto.

Parece paradoxal. Na verdade, é. Mas a percepção, a experiência, mesmo compartilhadas, sempre serão individuais. Complexo a primeira vista, mas é uma característica que pode ser explorada, e é muito bem realizada pela Absolut, como no vídeo abaixo.

Absolut Moon

Lembro de alguém nos dizer em sala que seria impossível conhecer o comportamento de consumo de forma definitiva. Óbvio. Concordo. Talvez na apresentação do projeto não tenha ficado clara a proposta. Enfim, o que quero dizer é que, a partir da pesquisa e da descoberta de certos desejos (nem sempre associados ao consumo) pode-se realizar campanhas relacionadas à desejos mil, infinitos. São desejos banais, explorados de forma lúdica, divertida. Isso cria uma relação de cumplicidade com o consumidor. O “pensar” como ele “pensa”. Sincronicidade de idéias. As pessoas se relacionam umas com as outras, também, por isso. Se uma marca consegue isso…

Saca só esse.

In an Absolut World, We Could Downsize When Necessary.

A exploração dos elementos sensoriais (visão, audição, tato, olfato e paladar) não está ligada somente ao ato de consumir. Aquele momento em que vc chega na gôndola e sente o produto, o design, a textura, o cheiro. Estes elementos são importantíssimos e fazem parte sim do processo. Mas, o que se vê nas campanhas da Absolut (nesta, especificamente) é a incitação da busca por experiências, como o toque. Um beijo, um abraço, um sorriso.

É uma prática não muito recente. A marca se torna o suporte através do qual eu vou buscar uma nova experiência.

“Num Mundo Absoluto, a moeda corrente será trocada por gentilezas”

In An Absolut World, Currency will be replaced with acts of kindness – International 60 sec

Por enquanto é só. Depois volto com mais.

Ah, recomendo a visita ao site da Absolut. Bonitão e com conteúdo show.


5
Sep 09

Dafne Kontoya [ Promos ]

Julho/2009.

Dafne Kontoya

Dafne Kontoya

Dafne Kontoya


3
Sep 09

Seleção

A pedidos, separei o resultado de meu árduo trabalho e disponibilizei aqui. Você pode conferir (um pouco) o que eu faço por onde andei nestes últimos anos.

Dos trabalhos, uma pequena seleção. Sessenta, acho. Em quatro anos, talvez eu tenha desenvolvido uns 1500 anúncios pras três revistas que ajudo editar. Além de algumas centenas de capas para catálogo, outdoors, layouts de caixas e outros layouts perdidos através dos tempos. Separar, digitalizar e postar isso demandaria um tempo que ultimamente não tenho. Um dia faço.

Pra conferir, aqui.

dsc_5059

Valeu.


2
Sep 09

O Clube do Filme

Comprei essa semana um dos livros do momento. “O Clube do Filme”, de
David Gilmour. Não, não é o guitarrista e líder do Pink Floyd, e sim
um critico de cinema canadense, que a partir de uma experiência,
diríamos, bem original com seu filho resolveu lançá-la em livro.
Conheci pela Época, umas duas semanas atrás, topei com ele na livraria
e resolvi comprar pelo preço camarada. Só 25 realitos.

 O pai, ao ver que o filho andava desanimado com a escola, percebeu que
isso moldava o comportamento do moleque de uma forma não muito bacana.
Contrariado com as mentiras e com as atitudes dissimuladas de Jesse
(grande parte por sua aversão ao colégio e sistema de ensino) resolveu
fazer uma proposta: ele larga a escola, mas será obrigado a assistir 3
filmes por semana com seu pai.

 O que mais me chamou a atenção no livro foi o fator cinematográfico. A
lista é imensa e riquíssima. Rola Woody Allen e os diálogos de “Noivo
Neurótico, Noiva Nervosa”; Elia Kazan e seu “Sindicato de Ladroes”,
com o felomenal Marlon Brando; “Encurralado”, o primeiro filme de
Spielberg; “Scarface” com Al Pacino; “Instinto Selvagem” e a deliciosa
Sharon Stone… e mais uns 50 filmes.

 Num dos comentários sobre (sempre rola uma preleção onde se fala sobre
diretor, ator, história; rolam uns debates pós-filme também) conheci
uma curiosidade interessante sobre o mestre do suspense Hithcock.

 Há uma escadaria em “Interlúdio”, de 1946, com Ingrid Bergman e Cary
Grant. E em algumas cenas se passam por lá. Personagens sobem e descem
os degraus, mas no final, quando Ingrid e Cary precisam descer as
escadas rapidamente, o tempo gasto parece muito maior. Motivo: Alfred
colocou mais um lance, com o objetivo aumentar o suspense.

 Durante a temporada de filmes rolam várias outras situações em que o
pai, agora mais presente na vida do filho, tenta orientá-lo em
diversas outras questões, tão comuns e difíceis de lidar, quando você
é um adolescente.

 Ele chega a ser meio chato. Coisa de pai, eu sei. Digo isso porque o
moleque está apaixonado por uma garota, vietnamita, linda, e ao que
tudo indica, tão fatal como a Sharon de Instinto Selvagem. O pai do
garoto, para protegê-lo, tenta afastá-lo disso. Pô, sacanagem. Deixa o
menino se virar, se foder, foder e aprender sozinho.

 Fora a questão da Sharon Asiática, o livro tem sido (falta pouco pra
terminar) uma experiência interessante. Apesar de parecer meio
esquisito esse lance de largar a escola e ser educado através de
filmes, o processo se mostra interessante. O pai passa a conhecer
melhor o filho e participar ativamente de sua formação, e ao mesmo
tempo, ele percebe também o quão importante é a educação formal,
através de escolas, professores, livros.

 A disciplina, obrigação, a leitura de alguns livros que você nunca
leria na vida, não fosse o fator colégio ou academia.

 Por enquanto é isso. Quando eu terminar, talvez, volte e fale mais sobre.

 Te.

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