de Nelson Rodrigues. “Documento Especial”, Rede Manchete, 1992.
Deu até vontade de reler os livros – e a biografia – dele.
Gênio.
Esse “plano global pra imbecilizar as pessoas” que o Betinho comenta aí, é nítido hoje. Como disse Huxley num de seus livros, a melhor forma de totalitarismo é fazer com que as pessoas amem a servidão. Tarefa fácil, num mundo onde todos celebram a felicidade, o “não pensar”, os prazeres rápidos, e por aí vai. A internet então, potencializou esse aspecto. Por que gastar meu tempo para aprender ou me informar, se eu tenho uma infinidade de vídeos divertidinhos e piadas sacais que vão anestesiar meu cérebro?
Vou ainda mais longe. A civilização contemporânea nivela as classes através de bens de consumo. Baudrillard em “Sociedade de Consumo”, cria (ou cita) um termo chamado “Democracia do Bem-Estar”, que é a facilitação do acesso à bens antes restritos a camadas mais abastadas. Esta divisão não mais se orienta por fatores de parentesco ou sanguíneos, mas, sim, pelo acesso a bens de consumo. Pra completar o raciocínio, há ainda no doc “Arquitetura da Destruição” – que analisa toda a ideologia Nacional Socialista da Alemanha de Hitler – um ponto que encaixa nesse pensamento. A artimanha usada para anular a tal “luta de classes” é colocar o trabalhador no mesmo nível estético do burguês. Assim, ele percebe que não tem porque lutar ou se insatisfazer com sua condição.
Acesso fácil a bens de consumo e nível estético similar aos dos ricos e – referência hoje – famosos, informação fácil, rápida e anestesiante. Até parece que estamos falando dos dias de hoje, né mesmo?
Pra finalizar: Queria ver se a tevê, hoje, levaria ao ar um programa assim.
Vi aqui.