advertência.

O dia começou calmo e tranqüilo. O frio cortante, detalhe. O inverno já dava sinais de que viria para valer. João Augusto, a caminho da escola, se encolhia em seu moletom azul. Dentro da sala estava mais agradável que na rua ou pátio. João chegou, sentou-se. Já escolhera o alvo de hoje.

O garoto sempre tivera problemas na escola devido ao seu temperamento. Suspensões e castigos eram freqüentes. E naquela manhã calma e tranqüila não seria diferente.

Após uns 40 minutos de aula João se levantou, caminhou em direção à professora, que o olhava tentando imaginar o que o garoto aprontaria dessa vez. Não disse nada. O garoto parou ao seu lado e antes que ela dissesse qualquer coisa, pronunciou algo incompreensível à classe. Sacou uma arma. Apesar de determinado, o medo invadia-lhe a alma e o fazia tremer feito um louco. Atirou. Os alunos da primeira fila começaram a gritar.

O horror! O horror! Aquela manhã deixara de ser tão calma como havia sido momentos antes.

Tragédia decretada, polícia no local, jornais. Todos sedentos por explicações sobre o que acontecera. Enquanto isso, na secretaria, uma das funcionárias preparava mais um bilhete aos pais advertindo-os, de que da próxima vez, seu filho seria expulso do colégio.

Altamente influenciado por JEREMY, do Pearl Jam.

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