Eram umas seis e meia, mais ou menos, não sei, quando pensei “preciso de poesia”. Não tava pensando na poesia literal, daquelas com rima ou métricas, pra ler, que falem de amor ou das gotas-de-chuva-que-caem-numa-noite-fria-e-escura-e-inundam-a-nossa-alma – essas também cumprem sua função, às vezes, muito bem, mas não era isso -, mas sim de algo que pudesse ser apenas admirado, sem esforço algum, entende? Que instigasse sensações, talvez. Transportasse prum outro universo, mais leve, confortável, lúdico. Que pudesse inspirar, não sei. Não sabia. Deixei pra lá. A gente sempre deixa.
Pouco antes de dormir, seis horas depois, encontrei:
They make a secret place
In their busy lives
And they take me there.
Ouça aqui. A letra, traduzida, aqui.
Ladies and gentlemen, good morning – and hats off for The Master.