2010


27
Sep 10

the unseen sea.

The Unseen Sea from Simon Christen on Vimeo.


27
Sep 10

será?.


27
Sep 10

alone.

“We are all alone, born alone, die alone, and — in spite of True Romance magazines — we shall all someday look back on our lives and see that, in spite of our company, we were alone the whole way. I do not say lonely — at least, not all the time — but essentially, and finally, alone. This is what makes your self-respect so important, and I don’t see how you can respect yourself if you must look in the hearts and minds of others for your happiness.”

Hunter S. Thompson

Tungado daqui.

P.s: Se alguém souber de que livro é este trecho, indique aí, por favor. :)

UPDATE:

E a minha namorada, sempre gentil, procurou e deixou o título aí nos comentários: “O livro é: Proud Highway, The Saga Of A Desperate Southern Gentleman 1955-1967. Primeira edição é de 1998. :)”

Já vou encomendar. =)


27
Sep 10

let me stand next to your fire, indeed!.

Fotos raras de Jimi Hendrix, aqui.

via @na_faixa via @embryonik


27
Sep 10

steel, car tire, fire.

De Johannes Vogl que tem instalações bem interessantes aqui.


27
Sep 10

theinfinitepictorialnonsequitur.

Daqui.


26
Sep 10

face a book.

Via


26
Sep 10

na caverna de platão.

Primeiro ensaio de SONTAG, Susan. Sobre Fotografia, São Paulo: Cia das Letras, 2004. Publicado pela primeira vez em 1973.

p.13

Em primeiro lugar, existem à nossa volta muito mais imagens que solicitam a nossa atenção. O inventário teve início em 1839, e, desde então, praticamente tudo foi fotografado, ou pelo menos assim parece. Essa insaciabilidade do olho que fotografa altera as condições do confinamento na caverna: o nosso mundo. Ao nos ensinar um novo código visual, as fotos modificam e ampliam as nossas idéias sobre o que vale a pena olhar e sobre o que temos o direito de observar. Constituem uma gramática e, mais importante ainda, uma ética do ver. Por fim, o resultado mais extraordinário da atividade fotográfica é nos dar a sensação de que podemos reter o mundo inteiro em nossa cabeça – como uma antologia de imagens.

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26
Sep 10

walking in the winter.

The Coral, Butterfly House, 2010.

E descubro essa beleza, só agora, na primavera.


26
Sep 10

order in pollock’s chaos.

Uma análise científica da obra de Jackson Pollock, na Scientific American, em inglês.

Pra download, clique na imagem abaixo.

Via @Lz_G


26
Sep 10

words of wisdom.

Sábias palavras para um domingo como este.

Via visions & revisions


25
Sep 10

cria cuervos… to ana.

Taizo Yamamoto.

Manda muito bem. Clique aí na imagem e vá.

Via Anorak


24
Sep 10

cartier bresson street photography.

Em 3 partes, em francês e sem legendas. :)

Não entendo bulhufas de francês, mas vê-lo em ação já é o bastante.


22
Sep 10

acreditem.


22
Sep 10

not available.

Via @PauloDalpian


19
Sep 10

russian_prop.jpg.

Tunguei essa imagem desse site aqui.

Não me perguntem o que é, ou o que significa. Para mim não importa. É bonita. Isso importa.


19
Sep 10

rabbits, david lynch | download.

Depois deste post sobre o Interview Project do Lynch, troquei algumas mensagens com a Ana e indiquei a série Rabbits, linkada no mesmo post. Ela me alertou que os links não estavam mais disponíveis no youtube. Pena. No entanto, durante uma correria pela web, descobri a série completa pra download.

Para ser feliz e curtir essa maravilha, só clicar aqui e baixar a parada. E para ler sobre, confere esse post que fiz, aqui.


19
Sep 10

interview project.

Este é o nome do mais recente projeto de David Lynch. O cineasta americano responsável por maravilhas como Veludo Azul, Estrada Perdida, Cidade dos Sonhos e a série Rabbits. Ele percorreu junto com sua equipe, mais de 37 mil km pelo interior dos Estados Unidos com o objetivo de entrevistar pessoas comuns. São 121 depoimentos. O site disponibiliza todos na íntegra.

Clique aqui e vá agora.

Tive contato a primeira vez com este projeto através da @aclubitz no twitter, mas nem dei bola. Dia desses recebi um link da Revista Bravo com a transcrição de quatro deles. Fiquei impressionado com a riqueza dos depoimentos. São histórias fantásticas, de gente comum, que colocariam os melhores roteiros da história de Hollywood no chinelo. Hoje a Ana postou novamente o projeto, mas com o link pro site com as entrevistas, que eu desconhecia. Fui conferir. Maravilha!

Abaixo, um dos depoimentos que a Bravo transcreveu. Para ler os outros três, clique aqui.

Episódio 2: Tommie Holliday, de Kingman, Arizona

“Tive um pai pobre e alcoólatra. Aos 14 anos, fiz as malas e saí de casa. Hoje sei que minha namorada é o amor de minha vida. Estamos juntos há seis anos. O problema é o namorado que ela arranjou antes de mim. Ele a seguia. Para fugir do ex, ela precisou acampar no deserto e se mudar umas 20 vezes. Três dias antes de matá-lo, ela me avisou: se ela e seus filhos tivessem de voltar para o ex, ele os assassinaria. Em seis meses, ela deixará a prisão. Nós vamos nos casar, abandonar esse lugar e ficar longe de todos esses idiotas.”

Enjoy the interview!


16
Sep 10

sem título.

Daqui.


15
Sep 10

deleuze.


14
Sep 10

o sonho da pureza.

BAUMAN, Zygmut. O Mal-estar da Pós-Modernidade, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

p.14

A pureza é uma visão das coisas colocadas em lugares diferentes do que elas ocupariam, se não fossem levadas a se mudar para outro, impulsionadas, arrastadas ou incitadas; e é uma visão da ordem – isto é, de uma situação em que cada coisa se acha em seu justo lugar e em nenhum outro. Não há nenhum meio de pensar sobre a pureza sem ter uma imagem de “ordem”, sem atribuir às coisas seus lugares “justos” e “convenientes” – que ocorre serem aqueles lugares que elas não preencheriam “naturalmente”, por sua livre vontade. O oposto da “pureza” – o sujo, o imundo, os “agentes poluidores” – são coisas “fora do lugar”. Não são as características intrínsecas das coisas que as transforma em sujas, mas tão-somente sua localização e, mais precisamente, sua localização na ordem de coisas idealizada pelos que procuram a pureza. As coisas que são “sujas”, num contexto, podem tornar-se puras exatamente por serem colocadas em outro lugar – e vice-versa. Sapatos magnificamente lustrados e brilhantes, tornam-se sujos quando colocados na mesa de refeições. Restituídos ao monte de sapatos, eles recuperam a prístina pureza. Uma omelete, uma obra-prima da arte culinária que dá água na boca quando no prato do jantar, torna-se uma mancha nojenta quando derramada sobre o travesseiro.

p.15

“Ordem” significa um meio de regular e estável para os nossos atos; um mundo em que as probabilidades dos acontecimentos não estejam distribuídas ao acaso, mas arrumadas numa hierarquia restrita – de modo que certos acontecimentos sejam altamente prováveis, outros menos prováveis, alguns virtualmente impossíveis. Só um meio como esse nós realmente entendemos. Só nessas circunstâncias (Segundo a definição de Wittgenstein sobre a compreensão) podemos realmente “saber como prosseguir”. Só aí podemos selecionar apropriadamente os nossos atos – isto é, com uma razoável esperança de que os resultados que temmos em mente serão de fato atingidos.

p.21

[...] Os estranhos já não são rotina e, desse modo, os meios rotineiros de conservar as coisas puras não são suficientes. [...] No mundo moderno, notoriamente instável e constante apenas em sua hostilidade a qualquer coisa constante, a tentação de interromper o movimento, de conduzir a perpétua mudança a uma pausa, de instalar uma ordem segura contra todos os desafios futuros, torna-se esmagadora e irresistível. Quase todas as fantasias de um “mundo bom” foram em todo profundamente antimodernas, visto que visualizaram o fim da história compreendida como um processo de mudança. Walter Benjamim disse, da modernidade, que ela nasceu sob o signo do suicídio; Sigmund Freud sugeriu que ela foi dirigida por Tânatos – o instinto da morte. As utopias modernas diferiam em muitas de suas pormenorizadas prescrições, mas todas elas concordavam em que o “mundo perfeito” seria um que permanecesse para sempre idêntico a si mesmo, um mundo em que a sabedoria hoje apreendida permaneceria sábia amanhã e depois de amanhã, e em que as habilidades adquiridas pela vida conservariam sua utilidade para sempre. O mundo retratado nas utopias era também, pelo que se esperava, um mundo transparente – em que nada de obscuro ou impenetrável se coloca no caminho do olhar; um mundo em que nada estragasse a harmonia; nada “fora do lugar”; um mundo sem sujeira; um mundo sem estranhos.

p.22

O nazismo e o comunismo primaram por impelir a tendência totalitária a seu extremo radical – o primeiro, condensando a complexidade do problema da “pureza”, em sua forma moderna, no da pureza da raça, o segundo, no da pureza da classe. No entanto, os anseios e pendores totalitários também tornaram sua presença visível, conquanto de uma forma levemente menos radical, na tendência do estado nacional moderno como tal escorar e reforçar a uniformidade da cidadania do estado com a universalidade e abragência da filiação nacional.

p.22/p.23

Um número sempre crescente de homens e mulheres pós-modernos, ao mesmo tempo que de modo algum imunes ao medo de se perderem, e sempre ou tão frequentemente empolgados pelas repetidas ondas de “nostalgia”, acham a infixidez da sua situação suficientemente atrativa para prevalecer sobre a afiliação da incerteza. Deleitam-se na busca de novas e ainda não apreciadas experiências, são de bom grado seduzidors pelas propostas de aventura e, de um modo geral, a qualquer fixação de compromisso, preferem ter opções abertas. Nessa mudança de disposição, são ajudados e favorecidos por um mercado inteiramente organizado em torno da procura do consumidor e vigorosamente interessado em manter essa procura permanentemente insatisfeita, prevenindo, assim, a ossificação de quaisquer hábitos adquiridos, e excitando o apetite dos consumidores para sensações cada vez mais intensas e sempre novas experiências.

p.23/p.24

No mundo pós-moderno de estilos e padrões de vida livremente concorrentes, há ainda um severo teste de pureza que se requer seja transposto por todo aquele que solicite ali ser admitido: tem de mostrar-se capaz de ser seduzidor pela infinita possibilidade e constante renovação promovida pelo mercado consumidor, de se regozijar com a sorte de vestir e despir identidades, de passar a vida na caça interminável de cada vez mais intensas sensações e cada vez mais inebriante experiência. Nem todos podem passar nessa prova. Aqueles que não podem, são a “sujeira” da pureza pós-moderna.
Uma vez que o critério da pureza é a aptidão de participar do jogo consumista, os deixados fora como um “problema”, como a “sujeira” que precisa ser removida, são consumidores falhos – pessoas incapazes de responder aos atrativos do mercado consumidor porque lhes faltam os recursos requeridos, pessoas incapazes de ser “indivíduos livres” conforme o senso de “liberdade” definido em função do poder de escolha do consumidor. São eles os novos “impuros”, que não se ajustam ao novo esquema de pureza. Encarados a partir da nova perspectiva do mercado consumidor, eles são redundantes – verdadeiros “objetos fora do lugar”.

p.24
O serviço de separar e eliminar esse refugo do consumismo é, como tudo mais no mundo pós-moderno, desregulamentado e privatizado. Os centros comerciais e os supermercados, templos do novo credo consumista, e os estádios, em que se disputa o jogo do consumismo, impedem a entrada dos consumidores falhos a suas próprias custas, cercando-se de câmeras de vigilância, alarmes eletrônicos e guardas fortemente armados; assim fazem as comunidades onde os consumidores afortunados e felizes vivem e desfrutam de suas novas liberdaes, assim fazem os consumidores individuais, encarando suas casas e seus carros como muralhas de fortalezas permanentemente sitiadas.

p.24/25

Se é mais barato excluir e encarcerar os consumidores falhos para evitar-lhes o mal, isso é preferível ao reestabelecimento de seu status de consumidores através de uma previdente política de emprego conjugada com provisões ramificadas de previdência.

p.25 (Nils Chrstie)

Não há quaisquer limites naturais. A indústria lá está. A capacidade lá está. Dois terços da população terão um padrão de vida enormemente acima de qualquer um encontrado – para tão amplas proporções de uma nação – em qualquer outra parte do mundo. Os meios de comunicação de massa prospera com relatos sobre os crimes cometidos pelo terço restante da população. Governantes são eleitos com as promessas de manter o perigoso terço atrás das grades. Por que isso deve se interromper? Não há qualquer limite natural para as mentes racionais (…)
O pior pesadelo nunca se concretizará. A população perigosa não será exterminada, a não ser aqueles assassinados pela punição capital. Mas são grandes os riscos de que aqueles considerados componentes fundamentais da população perigosa possam ser confinados, armazanados, amontoados, obrigados a viver seus anos mais produtivos como consumidores de controle. Isso pode ser feito democraticamente, e sob o controle estrito das instituições legais.

p.25

A preocupação dos nossos dias com a pureza do deleite pós-moderno expressa-se na tendência cada vez mais centuada de incriminar seus problemas socialmente produzidos.

p.26

A busca da pureza moderna expressou-se diariamente com a ação punitiva contra as classes perigosas; a busca da pureza pós-moderna expressa-se diariamente com a ação punitiva contra os moradores das ruas pobres e das áreas urbanadas proibidas, os vagabundos e indolentes. Em ambos os casos, a “impureza” no centro da ação punitiva é a extremidade da forma incentivada como pura; a extensão até os limites do que devia ter sido, mas não podia ser, conservou-se em região fronteiriça; o produto-refugo, não mais do que uma mutação desqualificada do produto, passou como se fosse ao encontro dos modelos.


9
Sep 10

um recado, uma trova e um desabafo.

Desorganizar, limpar e reorganizar estantes de livros é uma tarefa que me agrada muito. Rever os lidos, reler alguns trechos, separá-los de acordo com os mais variados parâmetros, encontrar anotações, marcações de página e, ainda, pedaços de papel, das mais variadas espécies, que fizeram as vezes de marcador durante a leitura. Esses resquícios fazem determinado sentido, quando o livro teve como único dono, você, que o comprou durante um passeio por uma livraria qualquer, por acaso; pela internet, para uma pesquisa ou estudo; ganhou de presente, talvez. Neste caso, só existe uma história, daquele exemplar com você. O mesmo não acontece quando você adquire um livro em um sebo, ou ele passa por várias e várias estantes até chegar a sua.

Durante minha última faxina, encontrei e separei um Programa de Sociologia. Livro para docentes. A edição é de 1942. Não lembro se comprei num sebo ou se peguei emprestado com algum amigo. Enfim, depois de tudo limpo e organizado, fui folhear o livro e encontrei algumas pérolas perdidas. Primeiro, um bilhete entre amigas, algumas páginas depois, uma trovinha política, e mais algumas páginas, um desabafo de um mestre, num conflito ideológico com um aluno.

As imagens seguem abaixo e logo depois do bilhete e a transcrição, deixo algumas perguntas, que me fiz e faço quando encontro coisas assim:

Eliza,

Bonjour,

Dea telefonou, quem atendeu foi o Seu José, ela disse que a prova (não sei se é de psicologia, porque ele não entendeu, mas você deve saber qual é) será feita as 11 horas.

Disse que se você não for, perderá a prova. Desculpe-me a letra, porque eu vim procurar o portador deste, e como aqui não se tem mesa, estou escrevendo no colo.

Felicidades,

Neuza.

Quem é Eliza França? – (sobrenome na capa do livro). E sua amiga Neuza? Eliza fez a prova, ou se atrasou e perdeu? E Dea (Andréa?), é tbem amiga, ou professora? Eliza viu o bilhete. Porque o guardou em seu livro durante todo esse tempo? Esse “bonjour” no bilhete, era uma intimidade, uma particularidade entre as duas, ou era algo comum entre alunos deste curso, ou desta época? O curso era Sociologia? Se sim, onde, e em qual universidade/faculdade? E o Seu José? É pai, amigo ou colega de trabalho de alguma das meninas? A prova era mesmo de psicologia? – Seu José não entendeu direito. E o recorte com o artigo do professor Altivo, ele era também professor destas duas amigas? Vê-se que há uma ligação entre Eliza e o ex-aluno citado pelo professor Altivo, Rui França. Este era irmão, pai, tio, primo? Porque ela guardou este recorte? Para entregar a Rui? Qual foi realmente o conflito entre ex-aluno e mestre? A trovinha política nos dá uma pista de qual seria o ano em que tudo isso aconteceu: 1962. E quem é o tal amigo, que colaborou com esta trova? Rui foi eleito? E Totonho?

Perguntas, perguntas, perguntas….

UPDATE:
E vejam só, com a ajuda do @pedroflora descobri no site da Câmara de Divinópolis que o Totonho se deu bem com a trovinha. Já o Rui não conseguiu, quem ganhou a eleição foi Sebastião Gomes Guimarães.


1
Sep 10

words.

by Everyone.

WORDS from Everynone on Vimeo.


29
Aug 10

vdd.

via @vivian_mota


27
Aug 10

fato.

O futuro é a velocidade e a velocidade é a principal aliada da amnésia.

Citação de Flávio Pinheiro, diretor executivo do IMS (Instituto Moreira Salles), numa palestra em setembro de 2009, sobre o Tempo e a Fotografia. Encontrei durante uma pesquisa, também sobre fotografia, e também sobre o tempo. Neste post aqui, ó, no Paraty em Foco.

A velocidade e a saturação distorcem o olhar. Numa comparação com a sociedade contemporânea, eu diria que a fotometragem em que vivemos é bizarra: velocidade muito alta, diafragma muito fechado. Resultado: falta luz.