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	<title>GAP &#187; memórias</title>
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		<title>GAP</title>
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		<title>interlúdio.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 01:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a publicar aqui, há algumas semanas, uma série de memórias relacionadas à música. Publiquei três. Um sobre minhas impressões musicais de 1989 e outros dois sobre 90 e 91. Eu pretendia escrever pelo menos UM por semana. Pretendia. O trabalho na FIRMA tem consumido parte considerável do meu tempo. Fato que também consome, consideralvelmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a publicar aqui, há algumas semanas, uma série de <strong><a href="http://gabrielandrade.com/blog/category/memorias/">memórias relacionadas à música</a>.</strong> Publiquei três. Um sobre minhas impressões musicais de 1989 e outros dois sobre 90 e 91. Eu pretendia escrever pelo menos UM por semana. Pretendia.</p>
<p>O trabalho na FIRMA tem consumido parte considerável do meu tempo. Fato que também consome, consideralvelmente, minha disposição em escrevê-las, no formato que foram escritas: <strong>UM TEXTO sobre UM ANO.</strong> Eles ficaram longos e as histórias não estavam com a consistência que imaginei. A culpa, claro, não é do formato, é minha. Texto longo demanda mais tempo, atenção, etc. Tempo que agora não tenho.</p>
<p>Decidi que eles agora serão avulsos e não mais na ordem cronológica inicial. Agora é um texto pra cada acontecimento/lembrança. Menores, mais fáceis de escrever e de ler. </p>
<p>Talvez fiquem até mais legais.</p>
<p>Os outros continuam <a href="http://gabrielandrade.com/blog/category/memorias/"><strong>aqui.</strong></a> Talvez até role algo solto sobre estas épocas já publicadas e que eu, por alguma razão desconhecida do universo, tenha esquecido.</p>
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		<title>memórias #1 &#124; Carta aos missionários, astronauta de mármore, uns e outros e stay na capital inicial &#124; 1989.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 18:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tinha oito anos, mais ou menos &#8211; sete, talvez. Não lembro exatamente o mês correspondente. Minha família havia se mudado há pouco pra cá. Pagamos aluguel durante uns três anos. Situação difícil &#8211; não só pra nós, mas pra todo mundo. Finalzinho do governo Sarney, sacumé. Nesse período ficamos numa casa emprestada. &#8220;A gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha oito anos, mais ou menos &#8211; sete, talvez. Não lembro exatamente o mês correspondente. Minha família havia se mudado há pouco pra cá. Pagamos aluguel durante uns três anos. Situação difícil &#8211; não só pra nós, mas pra todo mundo. Finalzinho do governo Sarney, sacumé. Nesse período ficamos numa casa emprestada. &#8220;A gente mora de favor&#8221; &#8211; eu sempre ouvia, não lembro de quem, mas ouvia. Casa antiga. Paredes com tijolinhos fixados por barro. O reboco tão podre que se soltou com uma bolada. Mas pra mim, tudo bem. Crianças não se preocupam com políticas econômicas, emprego, desvalorização da moeda ou inflação. Pelo menos não se preocupavam.</p>
<p>Esse início é só pra ilustrar a situação. Nessa época, as únicas formas de eu ouvir qualquer música eram pela tevê e por um radinho velho que tínhamos. Nem discos, nem fitas, nem nada. </p>
<p><span id="more-2768"></span></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/meinframer/2503878468/" title="primeiro dia de aula by Gabriel Andrade [ GAP ], on Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2267/2503878468_a83e622774.jpg" width="500" height="319" alt="primeiro dia de aula" /></a><br />
<em>Atentem para o meu naipe na época. Moletom, golinha da camisa pra fora, mão no bolso. Mó cara de roqueiro, né mesmo? </em></p>
<p>Meu irmão, seis anos mais velho, então com 13 ou 14 anos, já curtia rock &#8216;n roll como todo bom garoto nessa idade, no fim dos anos 80. Eu, no entanto, não sabia o que era rock&#8217;n roll. Minhas referências musicais nessa idade eram música sertaneja. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Fc67N7wG1sY" target=blank>&#8220;No rancho fundo&#8221;</a> de Chitãozinho e Xororó, trilha do sucesso da época, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tieta_%28telenovela%29" target=blank>novela Tieta</a>. &#8220;Fio de cabelo&#8221;, também da família da Sandy, era outra que martelava meus tímpanos. Talvez pelas audições do meu pai, ou de qualquer outro vizinho nosso. Além, claro, das coisas que rolavam na tevê, trilhas de novelas e similares. </p>
<p>A galera estranha às vezes o fato de eu saber algumas letras sertanejas. Em grande parte é por causa disso. Mas, felizmente, eu consegui me salvar e ignorar as artimanhas sedutoras do lado negro da força. </p>
<p>Artimanhas que também que fizeram nascer em mim referências como &#8220;mulher amada&#8221;, &#8220;ir pra cama&#8221;, &#8220;o perfume dela&#8221;. E em &#8220;Fio de cabelo&#8221;, outra lembrança me veio a mente. A palavra PENTEADEIRA. Achei essa palavra muito esquisita e fui descobrir muito depois o que era. Ainda acho a palavra muito estranha.</p>
<p>Enfim&#8230;.</p>
<p>Sei que não é algo de que eu me orgulhe, mas faço parte de uma geração que cresceu assistindo &#8220;Xou da Xuxa&#8221;. Essa deficiência em orientações musicais de bom gosto, me deixava a mercê de qualquer coisa que aparecesse. Em 88, <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Jyh3VVHVvBo" target=blank>isso aqui</a></strong> me seguia por onde quer que eu fosse. Na escola, em casa, na rua. Na escola era pior. Entre o pré-escolar e primeiro ano, as professoras adoravam realizar dinâmicas e brincadeiras com essas músicas. Situação traumática, eu sei. </p>
<p>Mas, por mais traumático que seja, aconteceu. E esse trauma também teve seu lado positivo. Assistir um programa assim era um sacrifício em prol de uma causa maior: DESENHOS. Qualquer criança, nessa época e com essa idade, tinha como diversão, além de jogar bola, nadar, brincar de esconde-esconde e pique-pega dentro do cemitério(*), assistir DESENHOS. Caverna do Dragão, He-Man e similares. Outro ponto positivo era exercitar-me onanisticamente tendo como inspiração as formas exuberantes das paquitas e da patroa delas. Foi também a época que tive a minha primeira revista de novela erótica &#8211; roubada do irmão, claro. A capa era meio lilás e com fotos em PB.<br />
<em><br />
*(Minha casa era ao lado do velho cemitério daqui. Entre morcegos e escorpiões, a gente brincava por entre os túmulos, mijava por lá e lembro de um cara que até se masturbou em cima de um deles. Eu sempre jogava lixo por cima do muro. É, vou pro inferno mesmo.)</em></p>
<p>Passadas essas iniciações musicais mais que traumáticas, finalmente descobri que o mundo não era feito só de novelas, programas infantis e música sertaneja.</p>
<p>Irmãos mais velhos servem prum monte de coisas. Baterem em você, baterem em quem bate em você, te dedurar quando você faz alguma merda, te defender quando você faz alguma merda, te usar como burro de carga, mas também servem como referência. Percebi isso e, como eu não tinha ninguém pra compartilhar minhas outras referências musicais (AINDA BEM), comecei a me interessar pelas audições dele. </p>
<p>Final da década de 80, já viu, né? A cena rock &#8216;n roll brasileira forte, cabeludos e rebeldes por toda a parte. Eu achava aquele mundo todo mundo legal. Eu não entendia porra nenhuma sobre rebeldia e pq eles usavam roupas rasgadas e cabelos compridos, mas mesmo assim achava legal demais. Meu irmão tava entrando nessas de cabelão e roupas seguindo a moda. Desviei minhas atenções pro meu bro. </p>
<p>Pra completar, ele ainda trazia pra casa umas revistas sobre skate. Acho que pegava no trabalho. Uma loja de equipamentos eletrônicos e som automotivo. Galera curtia pacas esses lances por lá. Eu simplesmente pirava nos &#8220;decalques&#8221; que os caras pregavam nas pranchas. Tatuagens, caveiras por todo o lado e aquela zoeira toda de manobras radicais, festas e tals. Coisas que eu também nem procurava entender, só curtia. Quem com essa idade, não iria se deixar seduzir por um mundo onde vc seria fodão, mandaria todos irem tomar no cu e seria &#8220;o cara mau&#8221;, participar de festas cheias de gatinhas. Então, eu curti.</p>
<p>Tinha uma marca bem HYPE na época. <a href="http://www.seeklogo.com/images/R/Rato_de_Praia-logo-5E96FD5CBB-seeklogo.com.gif">&#8220;Rato de praia&#8221;</a> eu acho. Meu irmão tinha uma camiseta com uma estampa gigantesca nas costas, onde uma parte da frase era a cabeça de um pau e uma mina se pendurava nela. Ele foi pra missa com a camisa. Agora me confundi, não sei se foi ele ou eu. Lembro com certeza que minha mãe deu um baita esporro por causa disso. </p>
<p>Eu, agora decidido a ser um padawan do rock, descobri que podia entrar na onda &#8211; mesmo que só na minha imaginação &#8211; do mundo rebelde e fodão do rock. Olha só. Descobri uma rádio chamada Cidade. A sintonia: 92 FM. Todos os dias antes de dormir ele ficava ouvindo e eu curtia também. Algumas músicas são parte dessa época: Mickey Mouse em Moscou, Capital Inicial; Carta aos Missionários, Uns &#038; Outros e Astronauta de Mármore do Nenhum de Nós. </p>
<p>Das gringas, lembro de Oingo Boingo, Duran Duran e INXS. Desses três, uma música faz parte da minha memória: STAY, do Oingo Boingo, que não lembro de rolar muito no rádio, mas que rolava direto numa disco das antigas que fazia mó sucesso aqui na cidade.</p>
<p>Essa foi a minha iniciação. Nada muito extrordinário, mas pra época até que tava legal. Pô, eu só tinha oito anos!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EnWbmcsjsRM&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EnWbmcsjsRM&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Eu achava essa música do caralho. Como eu falei, eu não entendia nada, mas acho que rock n roll não é pra entender. Descobri isso muito tempo depois com Ramones e outras bandas. Lembro muito do refrão por causa do &#8220;Mickey Mouse em Moscou&#8221;. O Mickey eu conhecia, mas Moscou eu tinha uma vaga idéia. Sabia que ficava fora do país. O lance sobre o muro também me chamava atenção. &#8220;Eu vejo eles dançando em cima do muro&#8221;, pra mim, parecia um lance bem rebelde e do mal. A parte que diz &#8220;quem são estes homens que vivem atrás da cortina&#8221;, não fazia muito sentido. Eu ficava mesmo era esperando pra cantar a parte do Mickey Mouse. O refrão é o mais legal &#8211; eu pensava. MENTIRA! Eu nem sabia o que era refrão. Fui descobrir isso aos 11 anos. Na época eu pensava &#8220;a parte do Mickey Mouse é a mais legal&#8221;.</p>
<p>Mal sabia eu que o muro era o de Berlim, em 89, e os &#8220;homens atrás da cortina&#8221; dizia respeito a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cortina_de_Ferro">cortina de ferro</a> da Guerra Fria.</p>
<p>Nem liguei.</p>
<p>A parte que ele cita <em>Spielberg, Eisenstein, Vodka, CIA, Las Vegas, Cremlin, Tolstói, John Wayne, Champagne, Caviar, Mickey Mouse em Moscou, Batman, Trotsky, Bolshoi, Rock&#8217;n'roll,</em> eu só gritava MICKEY MOUSE EM MOSCOU e ROCK N ROLL. Pra mim tava de bom tamanho.</p>
<p>Dessa galera toda aí eu conheci: Spielberg através de Indiana Jones na Sessão da Tarde; Eisenstein há 4 anos na faculdade; Vodka aos 12 na praça da Matriz; CIA pela Sessão da Tarde; Las Vegas, idem; Cremlin, idem; Tolstói, com amigos; John Wayne; Sessão da Tarde; Champagne, novelas; Caviar, novelas; Mickey Mouse e Batman, adivinhem?, Trotsky, no cursinho em 2004 e Bolshoi através do Fantástico.</p>
<p>Sessão da Tarde tem um papel crucial na minha vida.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FYdv7goJ13I&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/FYdv7goJ13I&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>&#8220;Mundo pagão&#8221;, &#8220;ódio e destruição&#8221;, &#8220;quarto cantos da terra&#8221;, &#8220;morte, discórdia, ganância e guerra&#8221;, &#8220;suicidas&#8221;, &#8220;crianças matando&#8221;, &#8220;generais&#8221;, &#8220;rastro sujo de sangue e glória&#8221;, &#8220;raça humana&#8221;. Essas palavras aliadas à guitarras e baterias conquistaram a minha alma. </p>
<p>Eu não tinha referências visuais suficientes pra todos esses termos. Então quando ouvia criava imagens mentais com o que eu tinha. O lance da rebeldia, bagunça, etc. Foi mais ou menos nessa época que comecei a criar os famosos clipes mentais. Me imaginar num ambiente cheio de gente curtindo a mesma música, fazendo zona e coisas de gente rebelde. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uHaCnJSMOhg&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uHaCnJSMOhg&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Essa, a menos rock n roll de todas. Os toquinhos de violino e a estrutura baladinha eram menos agressivas que as outras. As letras também. Mas essa era uma das que mais tocavam na 92 FM, Rádio Cidade. Eu, ouvia tudo deitado com a cabeça debaixo do edredon, pensando que a rádio cidade era a rádio da minha cidade.</p>
<p>Aqui é que eu tive contato com uma letra, que ao contrário das outras, não me fazia pensar em coisas rebeldes, do mau, etc. Era um lance mais poético, com termos e expressões bem diferentes das que eu comecei a me acostumar. Imagine as consequências mentais que versos como &#8220;A lua inteira agora é um manto negro / o fim das vozes no rádio / são quatro ciclos no escuro deserto do céu&#8221;. Como na música anterior, tbem criava os tais clipes mentais. Eu me imaginava numa noite escura com um machado quebrando o gelo, acordando de um sonho e tentando voltar sem dor. Voltar de onde? Não me pergunte. E o &#8220;Sempre estar lá, <em>ver ele e voltar</em>&#8221; eu achava que era &#8220;<em>viver e voltar</em>&#8220;, &#8220;não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar&#8221;. Nesse trecho da música, os quadros no meu clipe mental eram eu como algum tipo de herói, voltando e sendo recebido por seus feitos. </p>
<p>As referências espaciais na música também eram bem recebidos pela minha mente infantil. Qualquer criança se embasbaca quando se trata do céu.</p>
<p>Pra completar, esses feitos heróicos eram relacionados a uma garota, vizinha e uns 5/6 anos mais velha. Linda, linda. Lembro até de um sonho que tive com ela. Ela lá, sentada na calçada e olhando pra mim. Isso era o máximo pra mim. Nos clipes mentais, eu a salvava de algum perigo ao som da música. Nada a ver uma coisa com a outra, mas a melodia encaixava como uma luva. Meio nonsense. Aliás, nonsense total.</p>
<p>Essas lembranças estão situadas em 1989. Como falei no início, não lembro exatamente os meses em que se passaram essas coisas. Talvez algumas das situações até sejam de 88, não sei. </p>
<p>Sei que os acontecimentos narrados aqui são meio bobinhos, infantis, inocentes e até tolos. Mas, dêem um desconto. Um garoto de sete/oito anos não tem muitas referências. Sejam elas musicais, visuais, comportamentais&#8230;.</p>
<p>O próximo texto, imagino, pule 1990 e 1991. Dois anos que não tiveram muita importância &#8211; musicalmente falando &#8211; pra mim. Alguns acontecimentos isolados, mas nada com apelo pop considerável. </p>
<p>Já o ano seguinte, 1992, foi um ano bem explosivo. Guns, Sepultura, Iron Maiden, Napalm Death, Rush, Alice Cooper, Ozzy Osbourne, Faith No More, Pink Floyd, Ramones, Steve Vai, Skid Row, Red Hot&#8230; e por aí vai. Onze anos, hormônios à flor da pele, muita música e contatos com uma porção de bandas. E uma história engraçada foi o dia em que fiz quatro ou cinco tatuagens &#8211; daquelas que saem com água &#8211; e fui pra escola. Detalhe: eu tinha 11 anos. </p>
<p>:P</p>
<p>Mas isso fica pra próxima.</p>
<p>Esse texto faz parte de uma série. Pra entender, clique <a href="http://gabrielandrade.com/blog/2010/02/02/memorias-0-rules/">aqui.</a> pra ver todos, clique <a href="http://gabrielandrade.com/blog/category/memorias/">aqui.</a></p>
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		<title>memórias &#124; regras</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 14:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses propus a mim mesmo de escrever uma série de memórias relacionadas à música. Pra não virar bagunça, criei um método pra desenvolver toda essa parada. Será mais ou menos o seguinte: 1) O ambiente e as situações que eu me lembro, através da audição das músicas. 2) A ordem provavelmente será cronológica e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses propus a mim mesmo de escrever uma série de memórias relacionadas à música. Pra não virar bagunça, criei um método pra desenvolver toda essa parada.</p>
<p>Será mais ou menos o seguinte: </p>
<p>1) O ambiente e as situações que eu me lembro, através da audição das músicas. </p>
<p>2) A ordem provavelmente será cronológica e tem início em 1989. </p>
<p>3) Personagens poderão aparecer, outros serem suprimidos. </p>
<p>4) São memórias e estão sujeitas a falhas, ou alguma edição da minha parte. Afinal, todo tipo de lembrança está sujeita a falha/edição, sempre. </p>
<p>5) Não há periodicidade. Quando rolar, rolou. Ok? </p>
<p>6) Vou disponibilizar sempre os vídeos do YT para audição. A partir dos anos 90, a quantidade de músicas vai aumentar consideravelmente. Então, vão rolar algumas coletas por aqui. </p>
<p>7) Desconsidere esse tópico.</p>
<p>8) O estilo dos texto vai variar. Se perceber algum tipo de bizarrice no meio, alguma pontuação trocada, pensamentos soltos, idas e vindas, mudança brusca de ambiente, etc, relaxe. </p>
<p>9) Esse lance não tem pretensão de fazer qualquer típo de crítica musical. Algumas músicas que eu adorava na infância/adolescência, hoje acho um lixo. Mas, como elas se situam na época em que eu curtia ou na qual eu conheci, fazer o quê?, paciência.</p>
<p>Valeu?</p>
<p>Té mais</p>
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