Muito lindo esse clipe de Will Do, do Tv On The Radio. A música me conquistou faz tempo, e agora, o clipe.
O disco chega em abril. ;D
Via @screamyell e aqui.
comenteMuito lindo esse clipe de Will Do, do Tv On The Radio. A música me conquistou faz tempo, e agora, o clipe.
O disco chega em abril. ;D
Via @screamyell e aqui.
comenteGalera, está online e pronta para a audição o volume 2 da mixtape mais sensacional do universo, hoje, em homenagem à Super Lua. Saca só: Television, The Strokes, Shivaree, Rush, REM, Ramones, Radiohead, Nat King Cole, Mr Big, Midnight Oil, MGMT, Man Or Astroman?, Foo Fighters, Elvis Presley, Echo & The Bunnymen, Dream Theater, Creedence, The Cramps, Cat Power, The Beatles.
Pra baixar, só clicar na capa do disco, abaixo
Eis as músicas

Pra ouvir o primeiro volume, chega mais.
comenteE o The National aparece, assim, do nada, com uma canção linda.
Na descrição do vídeo: According to Matt Berninger, the band wrote the song after watching the film “Win Win” and becoming inspired by Tom McCarthy’s themes of “very normal and good people trying to do their best and the struggle to be good.” The result, “Think You Can Wait,” is a gorgeous, brooding composition that plays over the film’s credits. Hear the new National tune, which was produced by Boxer co-producer Peter Katis at Aaron Dessner’s Brooklyn studio and features guest vocals by Sharon Van Etten.
Para ler sobre o filme, e assistir o trailer, aqui.
comenteZapeando na tevê pela madrugada, você para por um instante nesse canal. Parece ser um documentário e você não sabe sobre o que é, e se interessa pela mulher falando em espanhol. Ela aparenta uns quarenta e poucos anos, tem os cabelos desgrenhados, usa jeans claro, sapatos escuros e um agasalho mostarda. Sentada perto de uma porta, fala sobre sua vida no Uruguai – este é o momento que você especula sobre o que é aquilo que você imagina ser um documentário. Inquieta, ela mexe na roupa, coloca os pés na cadeira, passa a mão pelos joelhos, na cabeça, abaixa os pés. É bem articulada. O lugar é pobre, sujo. Atrás dela você percebe algumas placas de madeira à direita, um sofá velho, um pequeno balcão com uma tevê, um armário com a porta entreaberta; o chão é de terra batida; roupas e cobertores permanecem pendurados ao fundo; uma faixa de luz no meio do cômodo revela uma janela à esquerda. As paredes, sujas, também são da cor mostarda, como o agasalho da mulher. Apesar de prestar atenção ao que ela fala, você não sabe muito bem o que ela diz. Lembra de algo relacionado a um amor, um relacionamento antigo. De repente ela se levanta, confere algo, volta, se senta novamente e continua o depoimento. Conta sobre esse parceiro que ela tinha, da penúria financeira e o local onde moravam. Descreve alguns detalhes: apenas um colchão no chão, um fogão e as poucas roupas penduradas em cabides na parede. Fala sobre a cidade também, mas você não se lembra muito bem disso. A única reminiscência é quando ela diz ter devorado as duas bibliotecas da cidade, pois as ferramentas para a compreensão da realidade de que ela dispunha, não lhe eram suficientes.
comenteProjeto interessante do do fotógrafo gringo Lucas Foglia.

“De 2006 a 2010, viajei pelo sudeste dos Estados Unidos ajudando, fotografando e entrevistando uma rede de pessoas que deixaram suas cidades e povoados para viverem fora dos padrões convencionais. Motivados por conceitos de sustentabilidade, crenças religiosas ou por preverem um colapso econômico iminente, eles constroem suas casas com matéria-prima local, obtém água de fontes próximas e caçam, cultivam e colhem seus próprios alimentos.
Essas pessoas trabalham para manter um modo de vida auto-sustentável, mas nenhuma delas vive isolada da sociedade. Muitos deles atualizam suas páginas na internet através de laptops e celulares, cujas baterias são carregadas em seus automóveis ou em painéis solares. Eles não rejeitam completamente o mundo moderno. Ao invés disso, se afastam, e carregam consigo apenas aquilo que escolhem.”
As imagens são muito boas. Vale a visita.
:)
comenteTou publicando pq, talvez, vocês, como eu, gostem tbem.
:)
Entrevista cedida à PHotoEspaña.
Desde 1960, Malick Sidibé (Mali, 1936) tem fotografado em seu estúdio, localizado em Bamako, capital do Mali, no noroeste da África. Suas imagens documentam, com um olhar puro, a cultura popular de sua cidade. Como resultado, Sidibé conseguiu produzir imagens que se distanciam da visão ocidental, geralmente preconceituosa com relação à outras culturas.

Malick Sidibé esperou por nós no Olivia Arauna Gallery, vestindo uma longa túnica verde com desenhos abstratos brancos. Quando chegamos, nos cumprimentou com um largo sorriso, e com um olhar, que sorria também.
Imediatamente sua presença preencheu todo o lugar, nos conquistando. Malick é o tipo de pessoa que não nos deixa indiferente. Fala com entusiasmo desde o começo, lembrando a cada instante, detalhes em suas fotografias, mesmo que tenham se passado 50 anos, desde então.
Às vezes, parece distante, como se de repente estivesse de volta ao seu estúdio em Bamako. Fala com os olhos fechados, lembrando-se de quando retratava a história do seu país, o que o tornou um dos mais influentes fotógrafos da época.
PHotoEspaña Hoje você é um fotógrafo renomado e suas imagens têm viajado por todo o mundo. Como você começou na fotografia?
Malick Sidibé – Eu estudei em uma escola de artes, por que eu gostava de desenhar. Em seguida, comecei a fotografar trabalhando com um fotógrafo francês em 1957. Na época, eu era o mais jovem fotógrafo na cidade.
Felizmente, eu era o único na cidade que tinha um flash, então comecei a tirar fotos de festas à noite. Eu ficava no estúdio até a meia-noite, ou uma da manhã até sair para fotografar as festas. Eu voltava ao estúdio, revelava os filmes e nas segundas e terças-feiras eu pendurava as fotos em minha loja e as pessoas iam até lá e escolhiam quais elas haviam gostado mais.
Meu estúdio sempre foi um local muito animado, por que todos os jovens sempre vinham ver as fotos das festas. Eu conheci todos, e hoje ainda consigo me lembrar dos rostos e nomes da maioria deles.

PHE – O Mali se tornou um país independente na década de 1960. Como a nova situação política influenciou o seu trabalho?
MS – Não foi tanto a nossa independência, e sim a música ocidental que mudou muitas coisas durante esse período. A música realmente revolucionou, porque depois de 1957 o rock n roll, hula-hoop, swing, etc. chegaram ao país. A música foi uma verdadeira revolução no Mali.

PHE – Paralelo a fotografia de festas, você tem uma grande quantidade de retratos em estúdio…
MS – Eu comecei a fotografar os jovens em festas depois de 1957, e então fui para os retratos. A fotografia tem uma grande tradição no Mali. Para o povo do meu país, é importante ter fotos de si mesmo, para poder mostrar a família, aos amigos… é um tipo de atitude social.
A partir de 1960, eu comecei a fotografar em meu próprio estúdio. Todos iam lá, porque tirar um retrato, na época, era muito barato. Mais do que qualquer um, os jovens adoravam tirar fotos com suas melhores roupas, brincos, seus penteados, mostrando seus melhores relógios, braceletes. Todo mundo gosta de ficar bonito nas fotos.
Havia pessoas que queriam ter seus próprios retratos para poder enviar aos amigos. Sempre calçando sapatos novos, vestindo uma gravata… Havia também pessoas que queriam tirar fotos com o rebanho de gado, motocicletas… para mostrar suas posses para as outras pessoas, para mostrar às outras pessoas como eles viviam.

PHE – Como você avalia a evolução do seu trabalho, desde quando começou até agora?
MS – Quando eu comecei a fotografar, eu nunca imaginei que as minhas fotos viajariam o mundo depois de apenas alguns anos. Eu fotografo para o meu povo, para o meu país… Eu nunca poderia imaginar que isso iria acontecer. Minhas fotografias são uma espécie de guia turístico, por que é isso o que você verá no Mali, se viajar para lá. Fotografia é realidade: elas nunca mentem, e são importantes para mim. Eu tenho todos os meus filmes revelados e catalogados em meu estúdio.
PHE – Os meios para se fotografar mudaram muito recentemente. No entanto, você continua fiel à fotografia analógica…
MS – Eu entendo que a fotografia digital é mais simples e muito mais barata, mas isso não é fotografia para mim. Na fotografia analógica, você tem de focar a imagem, ir ao laboratório, revelar e trabalhar nisso. A fotografia analógica não pode te enganar, já que ela mostra a realidade. No digital, você pode manipular as imagens.
Por exemplo, com a fotografia analógica, você fotografa um cão, e então você pode ver como o cão estava abanando seu rabo… Tudo isso é realidade.
PHE – Na sua longa carreira como fotógrafo, muitas das suas imagens fizeram história, transformando-se em verdadeiros ícones de uma época importante em seu país…
MS – Eu estou muito satisfeito com a minha vida profissional. É difícil escolher um bom momento. Eu tenho muitos negativos, e há muitas imagens que eu gosto um pouco. Por exemplo, os retratos de crianças pequenas, aquelas em que elas estão sorrindo. Elas me dão uma grande satisfação. Esta foto com o casal dançando é uma das que as pessoas mais gostam, e é também a mais conhecida. É chamada de “Christmas Eve” (1963) e nem é uma das minhas preferidas.

Em uma das minhas favoritas, é a de um garoto muito elegante dançando com a filha do Primeiro Ministro do Mali. Hoje ela é muçulmana e usa véu. Se ela estivesse aqui e visse a foto, tenho certeza de que ela diria “Esta não sou eu”.
Eu me lembro do nome da maioria das pessoas que aparecem em minhas fotografias. Se eu não consigo me lembrar do nome, eu me lembro dos seus pais, o que eles estão fazendo agora, se eles têm filhos… Eu também gosto da fotografia de um garoto nigeriano, que era designer. Nessa foto, o garoto abre os seus braços e diz: “A vida é maravilhosa”.

PHE – O seu estúdio no Mali ainda está ativo até hoje. Você ainda fotografa lá?
MS – Hoje, estrangeiros – a maioria europeus – são os únicos que vêm ao meu estúdio me encontrar, por serem pessoas que conhecem a história da fotografia. Eles vão lá para terem seus retratos feitos por mim.
Algo curioso e extraordinário é como agora todos no Mali conhecem meu estúdio. Crianças, que normalmente chamam os adultos de “tonton” or “dad”, me chamam pelo nome, porque nomes são a coisa mais importante artistas. Há também mulheres do campo que batizam seus filhos de Malick, e isso me enche de orgulho. Eu imagino que há umas quatro ou cinco pessoas com o meu nome.
PHE – Como a vida no Mali mudou, a partir das fotografias que vimos na exposição de hoje?
MS – O país tem mudado muito desde 1960. Agora as pessoas preferem se vestir com roupas do Mali, pois as indústrias de algodão são muito fortes e importantes. Antes, preferiam roupas européias, mas agora voltaram a se vestir de maneira tradicional. Os jovens ainda preferem roupas ocidentais. São os jovens que mudam o mundo, não os velhos.
Nos anos 60, as garotas gostavam de sair para dançar. Elas colocavam alguma coisa na água dos seus pais para que eles dormissem, e não vissem quando elas saiam de casa. As mães, cúmplices, ficavam à espera para abrir a porta quando elas voltavam pra casa pela manhã. Quando as garotas terminavam seus estudos, os pais eram obrigados a levá-las a uma festa. Era assim que os mais velhos se convenciam que dançar não era algo ruim ou horrível.
PHE – Parece impossível que em uma carreira tão longa, você não tenha tido momentos difíceis…
MS – Eu nunca tive muitos problemas na minha carreira. As pessoas deixam o meu estúdio quase sempre felizes; embora sempre existam casos onde é mais difícil fotografar, mas sem causar muitos problemas.
Tive alguns problemas com os militares, já que fotografei o golpe. Eu penso que isso foi necessário para retratar o momento. Eu tive medo de perder minha vida, porque eu não era um jornalista, então não estava autorizado a tirar fotos.
Eu ainda tenho esses negativos. Tenho fotos de militares com seus rifles. Eu também fotografei o golpe em 1968, já que eu conhecia soldados por ter prestado meu serviço militar com eles, e eles me chamaram para tirar fotos. Num dado momento o General veio até mim e perguntou: “O que você está fazendo aqui?”, eu disse: “Eu estou tirando fotos”, os outros soldados ficaram com medo e se esconderam. O general ficou realmente zangado e tentou confiscar meu filme. Fui levado até o quartel, mas felizmente eu encontrei um amigo lá e conversamos por um tempo. Fiquei por lá até umas 5 da tarde, o General já havia se esquecido do caso e então eu pude levar meu filme comigo. O rapaz que me prendeu tinha uma bazuca no carro e eu fiquei com um pouco de medo, mas por sorte não tive mais problemas.
PHE – Agora você tem uma exposição individual no Olivia Araúna Gallery, e o seu trabalho faz parte de uma exposição coletiva chamada “The 1970s – Photography and Everyday Life”. Como você se sente?
MS – Eu estou muito feliz de participar desta exposição no Olivia Graúna, e fazer parte desta outra exposição coletiva. Eu não consegui dormir na noite anterior à abertura, mas às vezes tenho alguns bons sonhos. É como se eu conseguisse tocar o céu com os meus dedos. Depois disso, penso que devo continuar trabalhando muito e sempre melhor.

Sexta, quase 23hrs. Só pra registrar mesmo.
DO álbum Rádio Inferno, Andreas Ammer · FM Einheit.
THE RED HOT WAR IN THE CITY OF HELL.
comenteO objetivo era simples: todas as músicas deveriam ter MONKEY no nome. Só isso. Não me perguntem porque.
Como hoje sou um neurocirurgião espiritual e dj nas horas vagas, resolvi fazer uma mixtape em homenagem a este glorioso dia. Já ouvi e sem ~zueira~, a parada ficou boa pra caralho, graças ao Rogério, que já foi dj de verdade me ajudou na empreitada (valeu, bróder!). Ah, a capa foi feita há 3 meses, por causa de um meme no Facebook.
Para baixar, clique na capa do disco. Ah, além das músicas, tem um brinde pra galera.
Abaixo, confiram a tracklist da parada:

mais Nelson Rodrigues.
Hoje, procurando outros vídeos, encontrei uma entrevista sensacional dele, por Otto Lara Resende. Na sequência, um programete da Rede Manchete, e agora, essa citação. :)
comenteUsonate, Kurt Schwitters. 1922-1932.
E aqui, trecho de uma versão do mesmo poema, interpretado em 2005 por Jaap Blonk. A performance do poema de Kurt Schwitters é potencializada por um telão, que dispara as legendas, de diversas formas, formatos e direções, em tempo real, através de um sistema de reconhecimento de voz, revelando assim outras dimensões da estrutura do poema.
Alguns poemas de Kurt.
comenteHá tempos recebi um vídeo no twitter, com um tutorial bem simples, ensinando a transformar a lente de uma cybershot numa fisheye. Muito bacana. Dia desses me lembrei disso e resolvi testar para ver os resultados. Comprei o acessório por R$4 numa casa de materiais para construção. Tentei a adaptação na cyber, sem sucesso. Como já tava com a mão na massa, sem pensar ou pesquisar muito, resolvi tentar na minha DSLR. Vi que dava foco e o efeito que eu queria, mas o desafio, então, era manter o olho-mágico diante da lente.
Com uma pequena placa de borracha e fita adesiva, consegui montar essa geringonça.

Ficou feiosa, sim, mas trabalhou bem.

Ok, mas ainda não era um lance prático de se usar. Durante essa semana procurei uma placa de borracha com espessura maior, pra se encaixar na parte interna do parasol. Perfurei o círculo de borracha e inseri o olho. É preciso cuidado ao aplicar o parasol na lente, pra que não corra o risco do tubo de metal do olho mágico, arranhar a lente. E ainda, esse tubo é solto, vc o desenrosca e há mais uns 3/4 milímetros até a lente. Eu o serrei pra que a lente da câmera ficasse o mais próximo possível do olho.


Depois da adaptação, só colocar a lente na cam e se divertir. Confere aí as que eu tenho feito






Você encontra vários outros projetos no google, aqui, e no youtube, aqui. Há diversas maneiras de se fazer. Alguns usaram lentes de retroprojetores, outros lentes de óculos, e o mais popular, este aí que eu fiz, com o olho mágico, que tbem possui muitas variações: preso no parasol, com fitas adesivas, borrachas – e alguns malucos até furaram a tampa da lente.
Pelo que eu vi nas pesquisas há olho-mágico com diâmetro maior do que esse que usei. Quando encontrar vou produzir outro pra testar e ver se melhoram os resultados. Pra quem não tem essa grana toda, essa aí já quebra um galhão.
1 comentário
Eu até pensei em escrever uma descrição aqui, mas acho que é dispensável. A título e a capa já dizem tudo. Ganhei essa ontem, e antes mesmo de ler, já compartilho com vocês. O Fellini é o Fellini, né; e o Manara, com o perdão da pobre rima, é o cara. Aqui, uma resenha. Prefiro ler primeiro a HQ, mas talvez vc queira saber mais sobre. Enfim…
Pra baixar, só clicar (botão direito, salvar destino como…) aqui.
Cortesia do camarada @PixClown.
comenteQuem não tem cão, caça com gato. É o que dizem por aí.
A imagem foi feita com uma adaptação que fiz no parasol de uma lente minha. A imagem da gambiarra, vc vê aqui. Não custou mais do que 8 reais, no total. A ferramenta em questão tá feia pra diabos, mas o que vale é o resultado, sempre. Vou aprimorar o esquema (talvez eu até monte um pequeno tutorial. talvez) e logo volto a publicar mais imagens com ela. :D
