Uma jovem embarca numa viagem metafísica surreal, através da qual aprenderá a dor e alegria de viver.
Não conhecia o diretor. E ainda não conheço, claro, só vi esta animação. Gostei. Gostei da forma como foi produzido, da simplicidade, das imagens, e do tema – simpatizo com estes lances orientais, mas só em dias úteis. Ainda preciso assistir mais algumas vezes pra assimilar esse monte de símbolos, imagens, etecetera e tal. Quando o vídeo terminou, fui ler a descrição e resolvi traduzir – nas coxas – pra compartilhar com vcs. Não diz muito, mas talvez ajude.
E antes que eu me esqueça, encontrei esta pérola no sensacional e indispensável Coisas do Arco da Velha.
Segue aí o trechinho que está na descrição do vídeo:
Muitos dizem “eu não entendo isso!”, mas eu sei muito bem o que isso significa. Na primavera de 1968, a URSS invadiu Praga e matou um monte de tchecos. O filme é sobre o Sofrimento da Vida.
Buda diz que a vida é sofrimento, e há quatro sofrimentos básicos: nascimento, doença, envelhecimento e morte. Estes são os quatro maiores sofrimentos na vida de alguém. Além destes, há ainda mais quatro sofrimentos de que Buda fala: conhecer pessoas irritantes, ser separado das pessoas que você ama, não conseguir o que você deseja, e ainda os sofrimentos do corpo e da mente. A fim de se livrar dos sofrimentos, é preciso atingir um estado de “satori” ou iluminação. Este é o tema de “The Trip”/”Travel”.
Todos os oito elementos estão contidos no filme. A protagonista se pergunta se o homem indiano que ela encontra pode ser seu amante de uma vida anterior. Há uma cena em que ela deixa cair uma estátua que está segurando.
o sandino era o cão da ana. foi ela que disse. nesse dia ele não sabia o que fazer. esquerda ou direita? quadrado ou redondo? claro ou escuro? ah, sandino, se você soubesse o tanto de dúvida que a gente tem nessa vida de gente, você ia ficar até feliz, sabe? não sabe? ô, sandino, desculpa, tá? não queria fazer nascer outra dúvida.
já era tarde. hora de voltar pra casa. todos os meninos estavam felizes, menos cristina, que havia perdido as sandálias em algum lugar do prédio abandonado onde estavam. cristina sabia o que a esperava. sentia medo. como era inevitável, seguiu seu rumo. no caminho, pensava no sermão que levaria dos pais, da avó, dos tios, principalmente da mãe, muito rígida com ela, capaz até de lhe dar uma surra. já no portão de casa, relutou por alguns instantes. frio na barriga. abriu o portão, não viu ninguém. sentiu um certo alívio. entrou rapidamente em casa e pegou outra sandália. ganharia tempo. quando perguntassem pelo outro par, poderia enganá-los dizendo que estavam em algum lugar da casa, que não sabia, que não era culpa dela, etc. perambulou pela casa e não encontrou ninguém. um vizinho que a viu entrar gritou seu nome. ela foi até o portão onde o rapaz a avisou que seus pais tinham saído às pressas, para levar o avô infartado ao hospital – ele a tranquilizou e disse que poderia ficar em casa, que os pais voltariam logo e haviam pedido para que ela permanecesse ali. cristina volta, liga a tevê e espera. cansada, adormece. seus pais nunca voltaram pra casa.
mineiro quando vê o mar pela primeira vez, fica meio bobo, olha atento, pensa, e depois de calado um bom tempo, afirma: isso não é o mar, isso é amor, é a mar.
chovia e ele preferiu ficar ali, sentado à beira da janela, onde sempre gostava de ficar em dias assim. lá fora, ela se atrapalhava com as malas, em meio à lama que se formou no jardim. observava o vai e vem da mudança com certa ternura e pesar. culpava-se pela separação e relembrava todos os momentos que poderiam ter vivido juntos, agora perdidos por causa disso. sentia-se culpado, sim, mas também sentia-se leve. as discussões, brigas, casos, mentiras, separação, e principalmente a dor, em todos aqueles anos, foram um mal necessário. aceitou, reconheceu seus erros, abriu o jogo. o que estava feito, estava feito. aquela altura, não havia mais tempo a perder. o caminhão da mudança se foi. a chuva amainava. o conforto do silêncio fez com que fechasse os olhos por um instante. após alguns minutos, sorriu. ela sentou-se ao seu lado. era bom tê-la de volta outra vez.
A cena de um filme chamado “Acaso”, daquele polonês de nome complicado, que tem diversos outros filmes bacanas. Esse conta três pequenas histórias sobre Witek, um jovem de vinte e poucos anos que corre para pegar um trem. Na primeira, consegue; nas demais, perde; as histórias que seguem são desenvolvidas a partir daí.
Na primeira, há um professor, uma espécie de tutor político-intelectual de Witek. No início de uma das suas aulas, fala aos alunos sobre a importância da esperança. Claro, no contexto político em que viviam (Polônia, década de 80). Ele deixa claro sua perda de entusiasmo pela política com o tempo, decepcionado com todos os sonhos que se perderam em sua geração. Fala também sobre diversas outras coisas que constróem uma vida, dos envolvimentos juvenis, da paixão, da esperança que se carrega durante um bom tempo, etc. Finaliza dizendo aos alunos que apesar de parecerem inúteis, sem essas paixões a vida não faria sentido.
A minha descrição fica muito aquém da cena original, lindíssima. Tentei encontrar no youtube, mas a busca foi em vão. Sugiro que procurem e assistam. Talvez fiquem, como eu fiquei, com esse trecho na memória.
Em uma confluência dos universos das artes, comunicação, tecnologia e política, surgem teorias e ações de ativistas influenciados pela cultura pós-moderna. Uma pergunta é comum entre esses outsiders: como resistir? O vídeo “Compre-me: eu, vontade de morrer” constitui uma abordagem sobre a questão da resistência ao poder e à sociedade de consumo e controle.
Direção, produção, edição e montagem: Pedro Bayeux. Realização: Núcleo Gonzo Anarchos e PUC-SP.
Copyleft 2003 / Brasil / Aprox.27min
“o ato de resistência possui duas faces.
Ele é humano e é também um ato artístico.
Somente o ato de resistência resiste à morte,
seja sob a forma de uma obra de arte,
seja sob a forma de uma luta dos homens.” Gilles Deleuze.
A Arte-Sabotagem é o lado negro do
terrorismo poético – criação através da destruição -,
mas não pode servir a nenhum partido ou niilismo,
nem mesmo a própria arte. Hakim Bey
A Arte-Sabotagem não é propaganda,
mas choque estético: ação como metáfora. Hakim Bey
Algumas tirinhas do Angeli que encontrei hoje, durante a faxina. Se não me engano, foram publicas na Revista ZERO (acho que nem existe mais). O título da série é “Todas as bandas de um autor Bunda”. Eu adoro esses desenhos. Resolvi recortar e usar como marcador de livros. E como sou um cara legal, digitalizei todas e disponibilizo aí pra vocês. É só clicar na respectiva tira que o arquivo em alta resolução pra impressão vai aparecer. Imprima numa folha com gramatura bacana, recorte e seja feliz.
Minhas preferidas são Hard Angeli Band e Janga Reggae Band. :-)
Uma das mais importantes agências de notícias do mundo, já fez sua seleção com as melhores imagens do ano, captadas por seus fotógrafos. SENSACIONAIS, todas as imagens. E o que mais gostei nessa galeria, foram os comentários e informações sobre as fotografias. Você pode ver qual a câmera utilizada, lente, fotometragem, etc.
Para quem adora, trabalha ou se interessa por fotografia, uma boa pedida.
Sobre o trabalho dos fotógrafos ambulantes no nordeste do Brasil. Impressiona a paixão e dedicação destes caras com a fotografia. Fique ligado no depoimento do fotógrafo lambe-lambe, Chico Alagoano. Emocionante. :-)